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Boa tarde, pessoal! Bom dia, boa noite!

Como vão? Eu cheguei de viagem segunda-feira. Foram ao todo, 17 horas entre sair do hotel e chegar em casa. Ufa! Bom, vamos ao que interessa: Blizzcon!

Aviso aos navegantes: Aqui vai muita opinião pessoal, vinda da minha experiência no evento e de viagem. Eu dividi em 2 partes porque… tava dando 3 mil palavras… Eu só escrevo esse tanto pra falar de Lore. 😉

Preparativos

Só a Eikani sabe como eu enchi o saco dela. Eu não gosto de correr riscos, me deixa aflita. Os primeiros preparativos foram garantir o visto. Quando contemplei a possibilidade de ir para a Blizzcon era final de julho. Gente! Tirar passaporte, tirar visto, comprar passagem, ver hotel, comprar dólar, agendar shuttle… Muitas loucuras, só de se preparar para essa viagem é uma aventura e tanto! @[email protected]

E valeu TODA a pena.

A primeira coisa foi renovar o RG. O meu tinha mais de 10 anos de idade e precisava ser atualizado. Consegui fazer isso bem rápido no Poupatempo aqui em São Paulo. Agendar o passaporte até que foi fácil. Solicitá-lo e pegá-lo a tempo também. Em menos de 1 semana de dias úteis, eu já o tinha em mãos.

De visto são 160 dólares. O visto americano tem todo um procedimento. Você precisa agendar uma hora no CASV para tirar a foto e recolher digitais. Essa foto é a que vai para seu visto, e as digitais são necessárias para tanto a entrevista no Consulado quanto na Imigração.

No CASV não são permitidos celulares ligados, câmeras e afins… E você tem que levar o comprovante do seu formulário DS-160 devidamente impresso. Depois você vai no Consulado fazer a entrevista. Se você tiver um visto anterior, pode ser que ajude, mas ele não foi muito levado em consideração no meu caso. Enfim, visto em mãos, é a vez da passagem. Passagem pra Blizzcon é pro Aeroporto de Los Angeles (LAX), e é a parte mais cara da viagem. Preços oscilam entre 1.5k-4k+, depende de quando vc vai comprar a passagem, eu comprei meio que em cima da hora, e com o dólar em alta, por conta das eleições, a passagem saiu 3k de reais.

Consegui comprar a passagem. Quisera eu ter comprado em junho, quando era mais barato, tanto o dólar e quanto a passagem…. mas não se pode prever o futuro, não é?

Resumindo: 

  •  Visto: US$ 160
  •  Passagem:R$ 1.5k-4k+ – depende mto do tempo, assento, cia aérea, dólar
  •  Hotel: US$ 100 por noite, ao lado do centro de conveções – consultar site de hoteis disponíveis no site da Blizzcon é bom também, você pode dividir quarto com seus amigos e rachar o valor. Café da manhã não incluso. Wi-Fi inclusa. Alguns hotéis precisa se pagar uma taxa de wi-fi por dia. Se você não quiser ficar tão próximo do Centro de Convenções, é possível encontrar hotéis mais baratos mais longe.
  •  Comida: US$ 10-30/refeição (OU AMPM SEJA FELIZ COM 5 DÓLARES NA JANTA – válido apra um hamburger e algo pra beber) \o/
  •  Compras: até US$ 500 você não precisa declarar.
  •  Shuttle (transporte do aeroporto ao hotel e vice-versa): de US$ 17-70, dependendo da sua sociabilidade. 

A Milena fez um post sobre gastos com a Blizzcon no início do ano, dá uma passadinha lá depois, é uma ótima referência! (Só clicar 😀 )

A Ida

Pelo menos 12 horas de vôo, se você parte do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). A American Airlines tem vôos diretos. Eu… bom, eu fui pela United Airlines, tinha os vôos mais baratos na época que comprei as passagens.
Se você precisa também fazer conexão, fique atento às indicações de conexão. Eu precisei fazer a imigração em Washington DC, tirar minha bagagem de uma esteira, colocar em outra, afim de que ela fosse direitinho para meu destino. Esse tipo de cuidado não é necessário na volta.

Chegando em LAX você vai querer ir para seu hotel, ou seja lá onde você estiver ficando. Eu recomendo ter reservado o SuperShuttle (foi o que eu usei, mas você pode contratar outro, tem várias empresas diferentes de transporte) antes de embarcar. Ele usa cartão de crédito. Se você não tem problema em dividir a van com mais pessoas, ou não se importa dela dar umas voltas a mais no aeroporto, o plano é 17 dólares, mais gorjeta. Gorjeta é importante. Não é 1 dólar… pelo menos 5.

CHEGUEI!

O sol quente e o vento seco não me incomodavam, eu pulava de um banco pro outro na minha shuttle vazia. Queria tirar fotos, registrar o momento. Nunca fui tão turista em toda a minha vida. O frio subia pela minha barriga só de pensar para onde eu estava indo. Eu olhava pela janela para saber onde íamos. O Shuttle deu 3 voltas pelo Aeroporto e não pegou mais ninguém.

Legal, só eu e uma moça estávamos atrás e um casal chinês dirigia o veículo. Existe muita diversidade racial em Los Angeles – ou LA (pronuncia-se élei), e isso é muito bacana, apesar de dificultar de entender um sotaque aqui ou ali as vezes.

Entramos na Highway e eu olhei para a direita. Ali estava o edifício da Square Enix, tiro uma foto só pra postar para meus amigos que são fãs da Square mais do que da Blizzard, pelo menos alguma coisa eles poderiam apreciar dessa experiência inicial que eu tive. Não consegui dormir a viagem toda de ida, então tentei tirar um cochilo… não consegui, a ansiedade me impedia.

Irvine, right?“, a chinesa me perguntou baixinho. Eu assenti com a cabeça, meu hotel ficava em Anaheim, mas tinha planos com a Eikani em Irvine. E por enquanto não sabia se daria ou não para visitar a sede da Blizzard. Iria visitar a Lorie, que mora não muito longe da Blizzard em si, e, bom, é amiga de longa data da Eikani.

Damos uma volta. Com o shuttle, demora um pouco mais de uma hora pra chegar no destino da 1ª passageira. E eu sem internet. Tentei mandar mensagem para a Eikani de Washington DC, avisando que estava chegando. Bom, aparentemente ela recebeu. :v

Mas até chegar no confuso condomínio da Lorie, onde as casas são numeradas antes das ruas, e não achávamos de jeito nenhum o lugar. A moça queria que eu ligasse para a Fla. Número internacional. Meu celular era um telefone inútil. ele serviria para tudo, menos pra mandar SMS e fazer ligação. Eu eventualmente aprenderia isso. Não damos falta de usar o telefone até que ele é finalmente necessário. Depois de ganhar acesso a wi-fi do shuttle com o argumento da ligação internacional, consegui instruções de onde o casal deveria me deixar. Eles foram gentis comigo. Lá muita gente foi muito gentil. Me senti em outra realidade.

A quantidade de “Thank you”s, “Sorry”s e “please”s… não se conta. Isso é muito legal.

Bom, a Eikani finalmente apareceu do nada e me levou para um lugar seguro, com internet, comida e longe do sol. Eu não tinha dormido há mais de 24 horas e estava completamente zonza pelo jetlag. Mas foi divertido. Conheci a mãe da Lorie, que estava por lá, e saímos para fazer um vídeo e tirar mtas fotos formosas do Murky.

Acho que chegou foi nesse ponto que o Murky adquiriu personalidade própria. Ele era tão fofinho, tão apertável e tão carismático… fizemos um maldito book dele. Com sorte a Eikani faz o upload das fotos. 😀

Daí gravamos aquele vídeo que perguntaram se estávamos bem, ou se tínhamos bebido algo. Não, era só felicidade, de olhar ao redor e pensar “gente, eu to realmente aqui, deu tudo certo, e vai continuar dando”. Aquela sensação boa de gratidão, e claro, eu tava meio grogue de cansada. Já não funciono de manhã/horário do almoço… passar por 2 horários de almoço então? Vish.

Não conseguiríamos visitar a Blizzard na quarta, muito corrido. Pra visitar lá, você precisa de um funcionário te acompanhando o tempo todo… por motivos óbvios, eu suponho. Me larga na Blizzard sozinha que eu provavelmente vou me aninhar em algum canto debaixo de alguma mesa e ficar por lá até ser contratada. Meu objetivo é ser artista na Blizzard…. mas bom, vou entrar nisso depois.

Isso, querendo ou não, é o meu blog post. Eu vou postar o que eu senti aqui, e vivenciei. Acredito que alguns possam se identificar ou se colocar no meu lugar e tirar proveito desse relato de alguma forma…. não é a biografia do Arthas…. maaaaaas, bom, eu gosto de narração… só vou ter que ver com minha consultora/editora-chefe/tauren favorita se eu posso colocar algumas coisas pro aqui… :v

Coitadinha da Lorie trabalhou até de noite, e ainda nos deu uma carona para Anaheim para darmos check in no hotel. A Flavia dividiria o quarto comigo. Exaustas, fizemos o check in, e capotamos. Tinha que recarregar celular…. ah, tomadas. Padrão americano não servia pro meu. E da-lhe USB gambiarra mode ou adaptador. Se você for aos EUA, lembre de levar o bendito adaptador. Nem todos os hotéis tem USB junto da tomada.

O dia antes DO dia

É quinta-feira e ela já começa agitada. Vamos visitar a sede hoje. Entrar na Blizzard e ar uma volta. Imagina a emoção. Assim como muitos de vocês, meu objetivo profissional é trabalhar para a Blizzard em Irvine. Poder estar lá e contribuir com o processo de desenvolvimento do jogo, seja no seu conceito ou até na sua divulgação, poder contribuir com essa cultura única que a Blizzard Entertainment desenvolveu com o apoio da comunidade, e com a paixão que todos temos por esse universo com o qual nos identificamos tanto.

Agora vai ficar meio pessoal, então peço desculpas desde já, eu acho que isso é uma parte importante do contexto e sinto que devo entrar nesse assunto.

Repetindo, pra enfatizar: cmo muitos de vocês, eu sonho em trabalhar lá. Poder todos os dias ficar até mais tarde, trabalhando em alguma coisa importante, que faça a diferença de alguma forma na vida de alguém, ou na história dos jogos. Desde pequena, eu desenho. Como eu era ruim pra me expressar com palavras – e ainda sou na maior parte do tempo – a minha melhor chance de mostrar pro mundo quem eu era era pelo desenho. Então, eu tinha cadernos e cadernos de rabiscos, cores e formas estranhas que deveriam ser pessoas, enfim… Conheci o RPG com 5/6 anos, desnecessário dizer que Dungeons & Dragons teve um papel essencial na minha formação como pessoa. Meu primeiro jogo digital foi Space Invaders, e depois Duke Nukem 3D, Legend of Zelda: a Link to the Past… Mas quando conseguimos nosso próprio PC em casa, comecei a jogar Diablo com meu irmão mais novo.

Sabe, acho que a gente nunca esquece aquela sensação de abrir a porta do Butcher pela primeira vez e aquele ser rosa e enorme correr atrás de você numa velocidade que definitivamente não era adequada ao tamanho dele perto do seu, descendo aquele cutelo do tinhoso na sua cabeça. Eram dois tapas. Até eu descobrir que dava pra bugar e matar ele com minha metralhadora humana de uma distância segura… Bom, resumindo a jornada toda até o que isso significa pra mim hoje. Eu sabia que, quando eu vi aquela cinematic do Wrath of the Lich King, eu precisava, e queria, fazer aquilo. Eu queria evocar aquela emoção que eu senti quando eu vi aquela neve caindo e ouvindo o monólogo do Terenas nas outras pessoas com o meu trabalho. Eu queria ser capaz de exprimir aquilo, com a paixão que eu já tinha pelos jogos – eu já jogava WoW na época. Então, depois de fazer 2 anos de curso de Artes com especialização em Audiovisual e Novas mídias, eu transferi para fazer Design de Games. É, eu resolvi que ia ser game designer, e que meu foco seria direção de arte.

E naquela quinta-feira, eu estava ali, parada na porta da empresa que era basicamente tudo o que eu almejava na minha vida profissional. Poder fazer parte daquilo, crescer lá dentro, e principalmente, ajudar aquilo a crescer. Eu nunca, na minha vida toda, quis crescer sozinha. Eu gosto de ver as pessoas ao meu redor prosperar. E poder estar lá na porta da Blizzard com a Flavia, Marcus e com a Rê (Starcraft 2 Brasil) e com outro amigo muito querido, era muito especial pra mim.

Mais do que ver as artes, as miniaturas, a emoção de estar lá, poder vivenciar aquilo com eles… Te juro, se no Rise of the Lich King a Jaina ficou “OMG I’M AT F* DALARAN”, eu basicamente fiquei “OMG, I’M AT F* BLIZZARD”. E tem fotinhos! Muitas fotinhos!!!

A gente tirou tanta foto, e eu to tentando relatar aqui de uma forma que vocês sintam como se estivessem lá, porque É uma sensação maravilhosa e que todo mundo deveria sentir. Então, colocarei muitas fotos. Ainda estou vendo como posso dar upload em tanta foto… É não dá, então vão algumas fotos. :v

De qualquer forma, não foi nem o museu que me deixou mais feliz de poder estar ali, mas a Academy. E lá que não se podia tirar fotos, infelizmente não poderei postar nenhuma memória visual para vocês, terei que descrever apenas. Esse prédio é basicamente o centro de estudo da Blizzard, tem uma biblioteca de dar inveja em qualquer game designer, sala de estudo com modelo vivo (não tinha ninguém pelado na sala no momento, só pra poder evitar a imaginação fértil alheia), e coisas que não devem ser comentadas e tudo mais.

Visitamos três prédios no total. Um deles tinha a lanchonete, e todas as estátuas – com exceção da Nova na entrada do museu – estavam na Blizzcon e foram substituídas por Funkos. O que ficou bem engraçado. As motos viraram motinho miniaturas montadas por megabloks. Eu gosto da Blizzard. Os funcionários tem um senso de humor com o qual eu consigo me identificar facilmente.

Bom. A gente não pôde ficar por lá muito mais tempo, afinal, pré-Blizzcon, você pode imaginar como todo mundo estava muito ocupado – e é necessário que um funcionário ande com você pelo tour…. Se você ficar sozinho, capaz de se aninhar debaixo de uma mesa e rezar por um cantinho ali, eu sei disso porque passou pela minha cabeça.

E é no dia anterior à Blizzcon que você precisa aproveitar para fazer networking com demais fansites. Eles se reúnem a noite em uma cerimônia especial de imprensa. Chegou uma hora que eu estava sentada comendo de boas e em pé atrás de mim estava o rapaz do Icy veins, um outro do Ask Mr. Robot e outro da Method conversando. Ah, e esbarramos com o Elvine (@elvinelol) na fila pra entrar no evento. GENTE, O ELVINE É UM FOFO. MUITO EDUCADO, CORDIAL, E ATÉ NOS DEU PULSEIRINHAS. /respirafundo

E ainda depois dessa conferência, fomos para uma apenas de geradores de conteúdo e comunidade de LatAm (Latin America) – foi lá que peguei minha badge também e minha goodie bag. Meu pin foi um Zeratul. Troquei com o Marcus pelo Illidan e todo mundo ficou feliz. (Admito que fiquei mais feliz quando fui comprar outro na Blizzcon e o cara me deu o Arthas dourado no random. Mas tudo bem, porque o Arthas é fangirlsisse e não conta.)

Voltei para o hotel exausta, a Flavia ficou mais um pouco lá. Felizmente tinha um shuttle que levava do evento até o hotel, e que hotel <3, até as 11 da noite. Só sei que combinamos de chegar lá e gravar alguma coisa, eu e o Coja, do Coja no WoW. coitado tinha chego no dia, capotou quando chegou no quarto. Hahahaha

Não o culpo. É bem cansativo mesmo.

Vou parar por aqui, para não cansarem da leitura. Espero que tenham apreciado. 🙂

Farei a perte 2 relatando o que aconteceu na Blizzcon, até lá, vocês podem conferir lindas matérias sobre a Blizzcon que as meninas publicaram aqui no site!